Domingo: s.masc. (do lat. dies dominicus, dia do Senhor). Sétimo dia da semana, consagrado ao descanso.
Ao longo da vida, ela tem gozado os seus dias de forma mais feliz que pôde e como quis. No entanto, se poderá haver um dia chato na semana é o Domingo. É aquele dia em que as pessoas supostamente descansam, mas ela não. Ela não conseguia sossegar. Andava esquisita. É raro o domingo que ela não se sentia assim, estando de férias ou não. Passava o dia quase todo com sono, a divagar, na lua, por vezes também em Marte. Na Terra é que não se conseguia manter, e muita coisa tem ela para fazer... Ela tentava mas não conseguia superar este ambiente que o domingo proporciona ás pessoas. Pois, ela não seria a única a sentir-se assim, eu também me sinto assim algumas vezes. Ás vezes sabe bem, um dia, mas quando se torna repetitivo não sabe tão bem.
No dia seguinte seria segunda, início da semana, mas isso não era problema para ela, uma vez que a semana passa a correr. Quem gosta do que faz, passa a correr. Ela era futebolista. E este ano estava em alta, sendo candidata a melhor do mundo com apenas 19 anos.
Durante o tempo que tinha estado em Itália ainda não tivera encontrado ninguém português e já lá iam 2 anos. Mas isso mudara. Conhecera um rapaz que simpatizara. Começou a sair com ele todos os domingos. Ele chamava-se Pedro. Era também português e estava a fazer estágio do seu curso em Itália. Talvez tenham simpatizado por estarem longe do seu país e deste modo matarem saudades de Portugal.
Ele olhara-a como nunca ninguém o tivera feito. Os seus olhos eram cor de avelã e o seu olhar terno e carinhoso. Ela era loira e tinha olhos verdes. Não era nenhuma modelo, mas excitava-o ao pensar nela com o equipamento de futebol, era uma fantasia que ele tinha, coisas da adolescência...
Devoravam-se com olhos, alimentavam a paixão que os ruía por dentro todos domingos. Resistiram-se ainda durante vários domingos.
Até que o desejo sexual que andavam a conter, rebentou de forma tão simplificada como um balão rebenta com uma agulha. Eles amavam-se! Todos os domingos eles amavam-se loucamente... A paixão devorava-os... e ela nunca mais se lembrara que o domingo é o pior dia da semana...

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